
As vendas globais de smartphones caíram 20% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, o pior resultado para esse trimestre desde 2012, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research divulgadas pelo Olhar Digital.
Por que caíram
- A escassez de chips de memória, agravada pela demanda de projetos de inteligência artificial, elevou os custos de produção.
- Com componentes mais caros e oferta limitada, as fabricantes passaram a priorizar a rentabilidade em vez de volume.
- Os consumidores estão mantendo os aparelhos por mais tempo e considerando modelos recondicionados.
Como ficaram as fabricantes
- Samsung: primeira posição, com 23% de participação. Os envios caíram 3% no ano, com apoio da demanda pelo Galaxy Z Fold 8.
- Apple: segunda, com 22%, acima de 20% pela primeira vez em um terceiro trimestre. Os envios também caíram. A ausência de um modelo básico do iPhone 18 contribuiu para um abastecimento inicial menor no varejo.
- Xiaomi: a maior queda entre as citadas, superior a 30%, com 10% de participação. A empresa reduziu a exposição a aparelhos baratos e a alguns mercados.
- Oppo e Vivo: quedas superiores a 20%.
E no Brasil?
A reportagem não traz dados específicos do Brasil nem projeções para os próximos trimestres. Os números são estimativas preliminares e podem ser revisados.
O que isso significa para quem vai comprar
Memória mais cara e escassa é um fator que pressiona o custo de celulares, e a mesma classe de componente é usada em outros produtos de tecnologia. Mas a matéria não afirma nada sobre preços no Brasil, então não dá para dizer o quanto isso chegará ao consumidor local. Se você pretende comprar um celular, vale comparar fichas e preços do dia. Veja a nossa comparação de três celulares intermediários.
