
Os notebooks devem ficar mais caros em 2027 e vender menos, segundo um relatório da consultoria TrendForce divulgado pelo Tecnoblog. A principal causa é a mesma que já pesa sobre os celulares: a memória está mais cara e escassa.
O que diz o relatório
- A projeção é de alta de preços e de uma queda nas vendas de “quase dois dígitos” em 2027.
- Em um modelo citado como exemplo, 68% do custo de produção no terceiro trimestre de 2026 foi para três itens: processador, memória RAM (DRAM) e SSD. A expectativa é que essa fatia aumente no ano que vem.
- A demanda de projetos de inteligência artificial por memória pressiona a oferta: os servidores de IA usam componentes que não servem para eletrônicos de consumo, e os fabricantes precisam decidir para onde direcionar a produção.
- A TrendForce espera que a escassez de RAM continue ao longo de 2027.
- O fornecimento de memória NAND Flash, usada nos SSDs, deve ser menos afetado, o que tende a deixar os preços de SSD mais estáveis.
Produção na China
O relatório aponta que 79% dos notebooks vendidos hoje são fabricados na China (eram 76% em 2025) e que a participação chinesa na produção global deve chegar a 80% em 2027. A reportagem cita a política protecionista dos Estados Unidos contra eletrônicos chineses como um fator de incerteza.
E no Brasil?
A matéria traz apenas números globais, sem dados específicos do Brasil. Não dá, portanto, para dizer quanto esse movimento chegaria ao preço final por aqui.
O que isso significa para quem vai comprar
Se você já planeja trocar de notebook, vale acompanhar preços e fichas com calma. E se o computador atual só está lento, trocar o HD por um SSD costuma ser o upgrade mais simples. Veja o guia para escolher um SSD.


