
Antes de gastar com um roteador novo, vale entender o que cada geração de Wi-Fi muda e se o seu problema realmente é o roteador.
As gerações em poucas linhas
- Wi-Fi 5 (802.11ac): funciona na faixa de 5 GHz e atende bem internet de uso comum.
- Wi-Fi 6 (802.11ax): funciona em 2,4 e 5 GHz e se sai melhor quando há muitos aparelhos conectados ao mesmo tempo (celulares, TVs, câmeras, casa inteligente).
- Wi-Fi 6E: é o Wi-Fi 6 com acesso à faixa de 6 GHz, que tem menos interferência de vizinhos. Só compensa se os seus aparelhos também forem 6E.
- Wi-Fi 7 (802.11be): é a geração mais recente, com canais mais largos e conexão simultânea em várias faixas. Os ganhos só aparecem com aparelhos compatíveis e internet rápida.
Antes de trocar, verifique estes pontos
- Posição do roteador. Colocá-lo no centro da casa, no alto e longe de paredes grossas e eletrodomésticos costuma melhorar mais do que trocar de modelo.
- Faixa certa. A faixa de 5 GHz é mais rápida de perto e a de 2,4 GHz alcança mais longe. Aparelhos próximos devem usar a 5 GHz.
- Plano de internet. Um roteador mais moderno não aumenta a velocidade contratada. Se o plano é de 100 a 300 Mbps, um Wi-Fi 5 bom costuma ser suficiente.
- Cabo no que for fixo. TV, console e computador de mesa funcionam melhor por cabo de rede.
- Roteador da operadora. Muitas vezes é básico. Trocar por um modelo próprio e deixar o da operadora só como modem pode resolver.
Quando vale trocar
- A casa tem muitos aparelhos conectados e a rede fica lenta ou instável.
- O roteador é antigo (mais de 5 anos) ou só tem 2,4 GHz.
- Você tem plano de internet acima de 500 Mbps e aparelhos compatíveis com Wi-Fi 6 ou superior.
- O sinal não chega a todos os cômodos. Nesse caso, considere um sistema mesh ou repetidores com cabo.
Quando não vale
Se o problema é só um cômodo com sinal fraco, ou se os seus aparelhos são antigos e não suportam o padrão novo, um roteador Wi-Fi 6E ou 7 não vai mudar o resultado. Comece pela posição e pelas configurações.

