Rede do FMI é atacada por crackers


Quartel General do FMI, em Washington: conexão com o Banco Mundial cortada

A rede do Fundo Monetário Internacional, FMI, foi atacada e Crackers podem ter tido acesso a dados confidenciais de governos.

Embora o fundo não dê detalhes, segundo diversos veículos da mídia internacional, o ciber ataque teria sido grande e sofisticado, provavelmente feito através de um esquema de phishing.

Segundo informações do The New York Times, os diretores do FMI foram informados do ataque na quarta-feira. Um executivo que prefere não se identificar contou ao jornal que o vazamento foi grande, e já teria ocorrido há semanas – antes de 14 de maio. Um porta-voz do fundo, no entanto, disse que um “incidente” estava sendo investigado e que o fundo estava “funcionando normalmente”.

Ainda assim, o Banco Mundial, que possui escritório na frente da sede do FMI, em Washington, cortou o link que permitia o compartilhamento de informações entre as duas instituições. Um porta-voz do BM afirma que esta é uma medida apenas de cautela até que a natureza do ataque no FMI seja descoberta.

As suspeitas de que se trata de phishing são fundamentadas por uma série de e-mails enviados aos funcionários. Segundo a Bloomberg, em 1º de junho o departamento de TI enviou um comunicado com o título “Aviso Importante: Ataque de Vírus”, informando sobre tentativas de invasão e pedindo aos funcionários que não abrissem e-mails, links e vídeos.  Já em 8 de junho, o FMI disse aos funcionários que trocaria todos os tokens de identificação.

O ataque ao FMI é o mais recente de uma série de brechas escancaradas por hackers – como o caso da PlayStationNetwork, da Sony. Outro caso famoso foi o Google, que não demorou a apontar o dedo para a China após ter sido alvo de invasões. No caso do FMI, no entanto, acusações são mais delicadas, uma vez que há muitos países-membro.

A natureza das informações na rede do fundo também preocupa: como o FMI ajuda nações com problemas financeiros, possui uma série de dados sensíveis sobre mercados, além de históricos de negociações com políticos.

O ataque vem coroar a crise política em meio à qual o FMI se encontra. Seu diretor, o francês Dominique Strauss-Kahn, foi preso em maio acusado de assédio sexual a uma camarerira em Nova York e se afastou do cargo.

(Fonte: Info Exame)

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