Por onde anda o Napster? Lutando para recuperar espaço!

Um dos serviços mais polêmicos da internet ainda tenta retomar o que perdeu no passado. Agora ele sobrevive como mais um entre tantos

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Uma das histórias mais polêmicas da internet começou em 1999, quando Sean Parker se uniu a Shawn Fanning, em 1999, para fundar o site de compartilhamento de música que redefiniu o novo padrão de consumir arquivos digitais, o Napster. Sem pagar pelo download das faixas, internautas do mundo – leia-se cerca de 27 milhões de usuários em um ano e oito meses de serviço – compartilhavam músicas ilegalmente.

Pelo fato do programa ser o primeiro a se focar em músicas sob o formato MP3, ele ganhou atenção do público rapidinho, assim como de gravadoras e bandas, como o Metallica e o rapper Dr. Dre, que processaram os jovens em 2000. Pelo compartilhamento ilegal de músicas, o site foi condenado, apelou para um tribunal superior e perdeu novamente, fechando as portas em 2001 e declarando falência.

Desde então, a empresa nunca mais foi a mesma. Em 2002, foi comprada pela empresa de software Roxio por US$ 5,1 milhões, resgatando-se do tribunal de falência e, hoje, pertence à rede Best Buy, que adquiriu o site em setembro de 2008 por US$ 121 milhões. “Quando Sean e Fanning lançaram o serviço eles acertaram em cheio em relação à experiência do usuário, mas erraram em relação aos direitos autorais. Doze anos depois, nós ainda estamos lutando para nos recuperarmos dos problemas pelos quais a empresa passou”, conta Alejandro Borgia, Vice-presidente de marketing de produto do novo Napster. “A equipe de liderança do Napster original não pensou em como proteger os direitos dos artistas, só agora conseguimos isso”, completou.

Segundo o executivo, a Best Buy teve imensos desafios para retomar a audiência, respeitando os direitos autorais. Foram necessários dez anos para que os usuários pudessem comprar legalmente um MP3 e consumi-lo em qualquer lugar, sem restrições. “Agora é possível para o Napster e outros concorrentes comprarem MP3 e transmitirem de qualquer dispositivo conectado”, conta Alejandro. “Acreditamos que o Best Buy seria o parceiro ideal para o Napster”, concluiu.

Atualmente, para usar o Napster, é preciso desembolsar 5 Euros por mês para ter acesso ilimitado a um catálogo de 12 milhões de músicas, que podem ser ouvidas quantas vezes quiser, na ordem que quiser e, por mais 5 Euros no mês, os usuários podem ouvir suas músicas no iPhone, iPad, iPod, Android e BlackBerry.

Na verdade, agora, o serviço se tornou mais um entre as dezenas que fornecem streaming de música. Como o própria executivo comenta, o software e a companhia estão completamente diferentes do original, especialmente em quantidade de usuários. Alejandro disse que a empresa não compartilha mais números, apenas os valores de sua assinatura, que ainda é um preço acessível se comparado com outros sites.

Apesar do Napster não ter mais a mesma relevância que teve no passado, um fato é inegável: foi ele o responsável por uma revolução na indústria fonográfica e por incentivar a criação de outros serviços P2P como Kazaa, Morpheus e Audiogalaxy e, porque não, o Pirate Bay, um dos protagonistas de uma nova polêmica na história do mundo digital.

Para quem quer fazer parte de nova comunidade do Napster, clique aqui.

(Fonte: Olhardigital)

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