Por onde anda o ICQ? Pelo visto, na Rússia!

A ferramenta, popular nos anos 90, completou 14 anos. Recentemente, ganhou nova versão e retoma o mercado na Rússia, Alemanha e Rep. Tcheca

ICQ

Na década de 1990 e início dos anos 2000, quem já possuía internet, com certeza, usava o ICQ. Esta ferramenta foi uma das precursoras do desenvolvimento das mídias sociais e ficou famosa entre os jovens não só pelo saudoso barulhinho de mensagem (ó-ow), mas também por ser uma das únicas ferramentas de comunicação online da época. A florzinha que intensificou amizades, alimentou namoricos e, porque não, alimentou brigas de colégio foi a grande responsável por tornar os anos 1990 muito mais tecnológicos.

O ICQ, sigla referente à expressão americana “I Seek You” (Eu procuro você), foi criado por quatro jovens israelenses, que fundaram a empresa Mirabilis, em 1996. O serviço teve o auge da sua popularidade em 1998, quando a America Online (AOL) resolveu comprá-lo por US$ 400 milhões. A AOL, no entanto, já tinha um comunicador bastante conhecido, o AIM (AOL Instant Messaging) e, com isso, o ICQ acabou perdendo espaço para o próprio companheiro de casa e outros serviços concorrentes, como MSN.

Até janeiro de 2010, meses antes do ICQ ser vendido para uma empresa russa chamada Mail.ru – antiga Digital Sky Technologies -, ele tinha sido completamente esquecido nessa imensidão de serviços de instant messaging e redes sociais. Mas, com a chegada da nova versão (7.5), o serviço ganhou outra cara, novas funcionalidades e passou a apostar na integração com o Twitter, Facebook, YouTube e Flickr. A interface do ICQ passou a funcionar mais rápido e adicionou recursos de compartilhamento de fotos, além de puxar contatos de emails e ganhar aplicativos para plataformas móveis como iOS (iPhone, iPad e iPod), Android e Windows Mobile.

Marília Molteni Aguiar, de 24 anos, é uma das usuárias que resolveu baixar a nova versão por pura nostalgia e curiosidade. “Fiz o download porque ele marcou muito minha adolescência, mas fiquei triste em saber que ele não faz mais aquele barulhinho quando chega mensagem [a notificação de áudio mudou um pouco]. No fim, foi mais uma curiosidade mesmo e não uma vontade de usá-lo novamente”, conta a estudante, que não conhece quase ninguém que possua a atualização.

Com todas as novidades, a ferramenta começou a dar sinais de uma possível ressureição, mas somente nos países em que sempre foi mais popular. Em abril de 2010, o ICQ reuniu 32 milhões de visitas de usuários no mês e os dados atuais apontam que existem 33,5 milhões de usuários ativos no mundo, sendo que 16,4 milhões estão concentrados na Rússia, o que explica o motivo pelo qual a atual dona se interessou em comprar a ferramenta.

Apesar dos russos serem a maioria entre os usuários, curiosamente, o país ainda concorre em acessos com a Alemanha, República Tcheca e Israel. “A aquisição do ICQ foi uma decisão estratégica destinada a reforçar a posição da companhia na Rússia e Europa Oriental”, explicou James Melville-Ross, da Mail.ru, para o Olhar Digital. O executivo também contou que um dos planos da empresa é integrar o ICQ com outros serviços da empresa e desenvolver ferramentas que contemplem voz e vídeo e, então, partir para atacar outros mercados. “Nosso objetivo neste momento ainda é tornar a aplicação mais simples e intuitiva para os russos. É importante reforçar e manter a posição do ICQ onde ele é mais popular para, então, expandir”, conclui.

Para quem sentiu vontade de relembrar os velhos tempos ou talvez dar uma segunda chance para o bom e velho ICQ, e só clicar aqui e fazer o download. Será que você ainda lembra o seu número?

(Fonte: Olhardigital)

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