O que importa na hora de comprar um smartphone?

Quem procura um novo smartphone pode facilmente se confundir em meio à guerra de especificações técnicas travada pelos fabricantes. Escolho um modelo com processador Single-Core ou Dual-Core? Com ou sem saída HDMI?

Mas na prática os smartphones atuais não passam de grandes “telas”, e o que importa é o quão bem seus aplicativos, fotos e vídeo irão aparecer nelas. Aqui mostramos quais as características que você pode ignorar, quais são importantes em determinadas situações, e quais você deve procurar em seu próximo aparelho.

O que não importa

Redução de ruído: alguns aparelhos tem tecnologia de “redução de ruído” que supostamente elimina o ruído de fundo na ligação, o que parece ser útil se você costuma fazer chamadas em locais movimentados. Mas em nossos testes práticos, notamos que em geral esta tecnologia tende a tornar sua voz “metalizada” para quem está do outro lado da linha, e às vezes abafa de forma estranha a voz de seu interlocutor.

Porta HDMI: ligar o smartphone diretamente a uma TV de alta-definição parece uma boa idéia, mas a não ser que você tenha uma coleção de filmes em HD na memória do aparelho, um cabo para ligá-lo à TV (às vezes ele é vendido separadamente) e uma TV de alta-definição, não se preocupe com este recurso. Ele é interessante para os cinéfilos, mas supérfluo para a maioria das pessoas.

O que às vezes importa

Muitos “megapixels” na câmera: quando o assunto é qualidade de imagem a resolução do sensor é irrelevante. Já vimos fotos tiradas com um smartphone com sensor de 5 Megapixels que ficaram muito melhores que as feitas com uma câmera digital de 8 Megapixels.

Se você vai ver as fotos no próprio smartphone, compartilhá-las via e-mail e MMs ou publicá-las no Facebook ou Orkut depois de aplicar efeitos com o Instagram ou Hipstamatic, um aparelho com câmera de 12 Megapixels é exagero tanto em resolução quanto em tamanho de arquivo.

Ainda assim, na hora da compra prefira smartphones com câmeras de pelo menos 3 Megapixels, já que isso dá mais flexibilidade na hora de manipular as imagens, especialmente se você usa seu smartphone como sua câmera principal.

Velocidade do processador: smartphones com processadores dual-core são a nova onda, mas tanto poder não é realmente necessário para o usuário comum. A não ser que você pretenda rodar dezenas de aplicativos simultâneamente ou jogar jogos com gráficos 3D extremamente sofisticados, ficará satisfeito com qualquer smartphone com um processador de 1 GHz.

Teclado físico: um teclado pode ser uma boa opção para quem digita muitas mensagens e e-mails, mas sua simples presença não é satisfação garantida. Experimente o aparelho antes, já que muitas vezes as teclas podem ser duras ou pequenas demais, especialmente para quem tem mãos grandes.

Um bom teclado virtual, como o teclado padrão do Android 2.3 ou o “Swype” incluso em muitos aparelhos Android, pode acabar sendo mais útil que um teclado real apenas mediano. Especialmente em aparelhos com telas de 3.5 polegadas ou mais.

O que realmente importa

A tela: se você pretende navegar na web, editar documentos ou compor e ler muitos e-mails e mensagens de texto, precisa de uma tela com tamanho suficiente. Para os usos que citamos, por exemplo, qualquer tela menor do que 2.7 polegadas vai parecer “apertada”.

Leve em consideração também a resolução da tela. Quanto maior a resolução, mais conteúdo caberá nela, e maior será a nitidez de vídeos e fotos. No caso de smartphones Android uma tela de 240 x 320 pixels pode ser adequada para mensagens curtas, mas para navegar na web uma tela de 320 x 480 pixels é o mínimo, e 480 x 800 pixels é o ideal. Telas de resolução ainda mais alta, como a de 4.3 polegadas e 540 x 960 pixels do Motorola Atrix, são ideais para assistir vídeo e jogar.

A tecnologia usada na tela também pode fazer diferença. Telas AMOLED ou Super AMOLED tem alto brilho, contraste sem igual e excelente nitidez e ângulo de visão, o que as tornam ideais para filmes. Entretanto, há quem ache que as cores ficam saturadas demais.

Autonomia de bateria: de que adianta ter uma Ferrari se a gasolina acaba antes de você chegar à esquina? É a mesma coisa com os smartphones. O problema é que a autonomia de bateria de um aparelho moderno é uma coisa difícil de medir, já que depende de inúmeros fatores como o brilho da tela, quais aplicativos estão sendo usados, se o aparelho está conectado a uma rede 3G ou não, se o Wi-Fi ou GPS estão ligados, etc.

Os fabricantes informam números como “300 horas em espera, 7 horas em conversação”, mas eles são obtidos em laboratório, raramente correspondem à realidade e é difícil traduzí-los para os parâmetros modernos de uso. 7 horas de conversação equivalem a quantas horas de navegação na web, de música ou de Angry Birds?

Aqui, o que você precisa é fazer uma pesquisa. Consulte reviews em sites como a PCWorld, que testam os aparelhos em condições do mundo real, e as opiniões de quem já comprou o aparelho em lojas online.

O aparelho ideal tem 10 horas de autonomia “real”, o suficiente para um dia típico de trabalho sem precisar de uma recarga no meio do caminho. Ainda assim, o seu dia típico provavelmente é diferente do meu, o que irá influenciar a autonomia. Por isso a importântica da pesquisa, para ter uma idéia geral de como o aparelho se comporta sob vários perfis de uso.

O fato é que smartphones modernos consomem muita energia, e você nunca irá encontrar um modelo como os velhos celulares Nokia com telinha monocromática que duravam quase uma semana fora da tomada. Manter um carregador ou cabo USB extras na bolsa é uma boa idéia, especialmente se você é um “heavy user”.

(Fonte: PCWord)

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