Nextel entra no time das grandes operadoras com 3G

A Nextel prevê triplicar sua atual base de 3,7 milhões de clientes até 2015, impulsionada pela oferta de serviços de terceira geração de telefonia celular. A nova rede 3G da empresa entra em operação no segundo semestre de 2012, conforme antecipou BRASIL ECONÔMICO em junho. Com isso, a Nextel será a quinta concorrente de um mercado já disputado por Vivo, Tim, Claro e Oi, mas para Sergio Chaia, presidente da Nextel, a competição cresceu antes mesmo da entrada no 3G. “Ainda não chegamos e a competitividade já aumentou, com o lançamento de Vivo Direto, Tim Liberty e o plano que permite ligações para Nextel por R$ 9,90 por mês. Sem a Nextel, isso não teria sido introduzido, são planos contra nós”, diz.

Chaia refere-se a ofertas da concorrência que trazem o conceito de chamadas ilimitadas entre a mesma operadora. No caso do serviço de rádio, além da Nextel, a Vivo lançou o produto nacionalmente no início do mês e, na ocasião, Paulo César Teixeira, presidente da unidade de mercado individual da Vivo, declarou que a oferta era mais um produto para compor portfólio e que havia “uma concorrente surfando sozinha essa onda”.

No entanto, a Nextel não terá uma atuação de massa com o 3G, com ofertas agressivas para clientes pré-pagos ou guerra de preços. A empresa agirá de forma segmentada, como é sua atual estratégia e conforme previam analistas. Hoje, devido ao tipo de licença, a Nextel pode vender apenas para clientes que façam uso profissional do serviço e utilizem o rádio para falar com pessoas de um mesmo grupo de profissionais. Inclusive, há questionamentos de concorrentes na Justiça e na Agência Nacional de Telecomunicações que a Nextel violaria as regras.

Segundo Alfredo Ferrari, vicepresidente de novos negócios e assuntos corporativos da Nextel, a empresa cumpre as normas e nega até 20% dos pedidos de venda por mês por identificar que estão fora do perfil.

“A Nextel cresce e os concorrentes reagem. Checamos antes de vender e ao longo do uso”, diz. As licenças 3G permitem à Nextel explorar todo o mercado. “Os grupos, que eram uma restrição, viraram vantagem. Somos quase um Facebook do mercado. Temos 3,5 mil vendedores que interagem com os clientes. Sabemos o que eles querem. Nosso foco é continuar com os grupos, o 3G é uma oportunidade adicional”, diz Chaia.

Com o 3G, a Nextel poderá oferecer serviços de banda larga, algo que a tecnologia iDen, usada para o rádio, não permitia. Mas, prevê Chaia, o 3G não canibalizará a base de clientes de rádio, porque muitos assinantes privilegiam a confiabilidade da rede iDen, mesmo com velocidades menores para transmissão de dados. “Vai haver migração no segmento de alto valor”, afirma. Os clientes 3G da operadora poderão utilizar o serviço de rádio, disponível com a tecnologia push-to-talk de alta performance, na nova rede e poderão falar via rádio com os clientes da rede iDen.

A cobertura inicial do 3G incluirá as 386 cidades atendidas hoje pela Nextel, mas será “muito maior”, diz Chaia, sem dar números. É certo, no entanto, que nesta fase a empresa chegará a estados onde não está presente, como o Mato Grosso. A partir de 2013, a rede cobrirá 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A Nextel quer cobrir, além de grandes centros, estradas e cidades do interior, devido ao perfil de seus assinantes atuais – em muitos casos clientes corporativos que viajam muito.

(Fonte: Brasil Econômico)

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