Inglaterra estuda bloquear redes sociais

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a Inglaterra pode suspender o acesso às redes sociais, como Twitter e Facebook, além do serviço de mensagens do BlackBerry, o BBM, caso a onda de vandalismo que atinge o país não cesse.

Esse tipo de iniciativa, quando adotada por outros países, foi amplamente tachada de repressiva e condenada.

Segundo Cameron, os responsáveis por ataques promovidos usando por meio dessas tecnologias serão presos. “O fluxo livre de informação é algo bom. Mas nesse caso, está sendo de forma negativa”, classificou ele.

Cameron informou que o Governo está trabalhando com serviços de inteligência, com a Justiça e empresas envolvidas para avaliar a suspensão dos serviços e sua legalidade.

Segundo o jornal The Telegraph, uma reunião entre as partes deve ser agendada para discutir a possibilidade de monitoramento dos meios pela polícia ou sua suspensão.

De acordo com fontes, o Governo britânico cogita bloquear o acesso de algumas pessoas em vez de estender a proibição a todos os cidadãos.

O representante de Tottenhan – bairro onde os protestos começaram – no Parlamento, David Lammy, defende o bloqueio do BBM, aplicativo que permite o envio de múltiplas mensagens entre donos de BlackBerry. Para ele, a suspensão do serviço evitaria ataques futuros.

A Research in Motion informou na segunda feira que está cooperando com todas as autoridades de órgãos regulatórios, da Justiça e das telecomunicações, mas não quis informar se

Os protestos em Londres começaram no sábado, após a morte de Mark Duggan, 29, pela polícia, em condições ainda não esclarecidas. O homem foi morto na quinta-feira (04). Duggan seria pai de quatro filhos e popular no bairro de Tottenhan, onde vivia no norte de Londres.

Inicialmente os protestos foram organizados e divulgados por meio do Facebook e do Twitter. Mas a polícia inglesa logo passou a monitorar as redes sociais. Para evitar a antecipação das autoridades, os manifestantes passaram a usar o BBM.

No Twitter, os ingleses usam a hashtag “#blockbbm” para discutir o assunto.

(Fonte: Info Exame)

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