Guerra dos tablets: iPad 2 enfrenta Xoom

Comparar o queridinho da Apple com a aposta da Motorola não é uma tarefa simples. O iPad 2 e o Xoom possuem características similares, mas também pontos bastante divergentes. Decidimos quebrar a cabeça e analisar todas as possibilidades para que você saiba qual é o melhor tablet para acompanhar o seu dia a dia.

Na batalha há muito mais em jogo do que se pode imaginar. O Xoom tem de brigar com o desejo que o iPad provoca nos consumidores, seja por ser o primeiro a espalhar pelo mundo a ideia dos tablets, ou mesmo pela adoração da Apple. Com isso, o pesadão da Motorola apostou em recursos. O hardware do Xoom é bem superior ao da Apple, dando inclusive um leque maior de possibilidade e liberdade de ação para o usuário. Característica própria ao Android Honeycomb (sistema operacional do Google).

Por outro lado, o iOS se mostra mais intuitivo e leve. Afinal, estamos falando de um sistema maduro, com bastante tempo de desenvolvimento e estrada percorrida. A quantidade de aplicativos das lojas, que já foi apresentada como o grande trunfo da Apple, não pode ser um parâmetro. Atualmente, os aplicativos que não são um desastre completo (existe uma gigantesca quantidade de lixo nas duas lojas) estão presentes para as duas plataformas. A tendência é que a Android Market ultrapasse a App Store em número de aplicativos num futuro muito próximo. Mas isso também não pode ser um critério válido. Mas, se sua necessidade é imediata, a maturidade e quantidade de aplicativos (principalmente revistas e livros) vão te levar ao iOS.

A Android chegou rompendo com os grilhões que o iOS possuía, como utilizar o aparelho como modem e navegação pela raiz de pastas. Até coisas mais simples, como escolher uma MP3 como toque do aparelho. Felizmente a Apple contornou esses problemas e tratou de se equiparar com o Google.

No cenário atual, o Xoom apresenta o hardware mais avançado e versátil, enquanto o iPad 2 traz facilidade com o sistema e design mais confortável. Manter o Xoom por muito tempo nos braços não é tão confortável.

Então o que é melhor?

Assim como na escolha de um smartphone ou notebook, o que deve ser avaliado (além do preço) é o uso que o produto terá. Se ele será uma plataforma multimídia, gerindo um media center ou outros dispositivos de entretenimento da casa, o Xoom é uma melhor opção. Além do sistema mais aberto, que permite executar aplicativos ao mesmo tempo de verdade (não de maneira disfarçada, como faz o iPad) e o protocolo DLNA saem na frente.

Outro ponto que coloca o tablet da Motorola à frente nesse quesito é a resolução da tela. Os 1.280 por 800 pixels do Xoom deixam os 1024 por 768 pixels do iPad 2 envergonhados. Mesmo com resolução menor, a tela do iPad gera opiniões divergentes no INFOlab. Por apresentar uma maior taxa de contraste e brilho, o resultado final parece melhor. Colocando as telas lado a lado, a atenção é voltada automaticamente para o iPad 2. Mas, para ver um filme ou uma imagem com mais definição, os pixels a mais do Xoom fazem sim diferença. A câmera de 5 megapixels, que faz vídeos em 720p a 30 quadros por segundo, também faz com que as fotos e gravações dos iPads pareçam ridículas.

Quem prefere uma plataforma de leitura, com navegação suave na internet e uma tela com sensibilidade incrível vai se identificar com o iPad 2. O principal fator, além da sensibilidade, é o peso do produto. Por ser mais “magrinho”, o iPad 2 é confortável de carregar. Longas leituras não vão te deixar com os braços doendo.

A navegação na internet não é perfeita por falta de compatibilidade com o Flash. O que não acontece com os tablets rodando Honeycomb. E, para a infelicidade dos macmaníacos, a Apple não parece dar o braço a torcer.

Ainda em dúvida? Veja os reviews

 


Xoom – Nota 8,7

Lançado no final de fevereiro nos Estados unidos, o Xoom, da Motorola, é o primeiro tablet da geração Android 3.0 Honeycomb a desembarcar no Brasil. INFO conferiu de perto o modelo em ação durante o Mobile World Congress, em Barcelona e, posteriormente, no INFOlab. A configuração do Xoom é a mais imponente entre os Androids, com tela de 10,1 polegadas, chip dual core, 32 GB de armazenamento interno, câmeras de 5 MP e 2 MP, slot para cartão microSD e portas microUSB e microHDMI. Lá fora, o modelo é vendido por preços entre 599 dólares (com Wi-Fi) e 799 dólares (modelo com conexão 3G e upgrade programado para 4G LTE). Aqui, sua configuração mais básica é vendida por R$ 1.899.


iPad 2 – Nota 9,1

Assim como aconteceu com o iPhone 4, o iPad 2 veio ao mundo sem nenhum recurso revolucionário. Minimalista e certeira, a Apple realizou o upgrade óbvio de itens defasados, como o processador e a falta de câmeras, e concentrou esforços no design. O iPad 2 tem as mesmas capacidades (16, 32 e 64 GB) e preços (499, 599 e 699 dólares, com acréscimo de 130 dólares para as versões com 3G), mas em um corpo mais elegante, com molduras preta ou branca ao redor do LCD de 9,7 polegadas. A redução do peso, para 605 gramas, e da espessura, ficou 33% mais fino, agora com 0,8 centímetro, potencializam ainda mais a já excelente experiência de uso. A integração perfeita entre o hardware, o sistema iOS 4.3 e as dezenas de milhares de aplicativos é um item que ainda deixa os concorrentes atrás.

#fica a dica

Se você pode esperar para comprar um tablet, a maior de todas as dicas é: segure a vontade e espere. A fabricação dos iPads no Brasil deve baratear não só o produto da Apple, mas também os concorrentes. A entrada dos novos Galaxy Tab, da Samsung e do Optimus, da LG, também devem contribuir para a redução de preços da categoria.

(Fonte: Info Exame)

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