F1 2012 rápidos como sempre, feios como nunca

Os carros da F1 nunca foram tão feios como os da temporada 2012.

No lançamento dos seus bólidos, a maioria das equipes apresentou um carro com uma frente diferente, com um estranho degrau no bico.

A aparência dos carros ficou tão feia que causou constrangimentos em vários pilotos e engenheiros. O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, por exemplo, disse que o bico dá um ar agressivo ao carro e o que importa, no final das contas, não é a estética, mas o desempenho. Ok. Felipe foi um gentleman.
Até a Red Bull, equipe campeã dos dois últimos anos, adotou o bico esquisito. E olha que a equipe tem o melhor engenheiro do grid, o talentoso Adrian Newey – um cara obcecado pela mais perfeita aerodinâmica e, claro, carros bonitos.

Das 9 equipes que mostraram seus carros para a temporada 2012, apenas a McLaren não tem o bico estranho. E as 3 equipes (Mercedes, Marussia e Hispania) que ainda não apresentaram seus bólidos devem seguir a tendência da maioria – ou seja, levar a esquisitice para as pistas.

Mas o que explica essa tendência na F1? Simples. O regulamento técnico da F1.

A FIA, entidade que controla as regras do campeonato, exigiu que o bico fique a exatos 55 centímetros do chão. E que sua base superior, que fica mais ou menos na mesma posição das rodas dianteiras, tenha 62,5 centímetros de distância do chão. Desse modo, diz a FIA, o bico não atinge a cabeça do piloto numa eventual batida.

Só que a alteração, explicaram algumas equipes, causou um problema aerodinâmico. Os bicos antigos mandavam um alto fluxo de ar no assoalho do carro e gerava mais estabilidade, graças a alguns recursos aerodinâmicos, como o difusor traseiro. Com os novos padrões, esse fluxo ficou menor. E para resolver essa diferença entre o antigo e novo regulamentos, as equipes foram obrigadas a colocar o degrau.

Agora, com o inicio da pré-temporada de testes dos carros, as equipes realmente vão saber se o “novo bico” realmente funciona. E deve funcionar, já que eles testam há meses o recurso em túneis de vento e em software de simulação aerodinâmica. A tecnologia mais ajuda do que falha na F1. Isso é consenso, tanto quanto a feiura dos novos carros.

(Fonte: Info Exame)

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