Computador teria memória de vidro infinita

Pesquisadores da Universidade de Southampton criam novo tipo de vidro nanoestruturado que pode servir como memória mais estável e duradoura.

Em um trabalho publicado na Applied Physics Letters, o professor Peter Kazansky e sua equipe descrevem como um processo de gravação a laser no dispositivo pode guardar informações para sempre.

Além disso, o material aguenta temperaturas de mais de 980º C e, se necessário, pode ser apagado e reescrito.

O processo consiste basicamente em mudar a maneira como a luz viaja no vidro puro de sílica. Nesse material são aplicados pulsos de laser super curtos que imprimem pequenos pontos na superfície – uma espécie de pixel 3D chamado Voxel. O vidro fica opaco e cria rodamoinhos de luz polarizada, que podem ser lidos da mesma maneira que os dados de fibra óptica.

Atualmente, os pesquisadores conseguem colocar 50 GB em um pedaço de vidro do tamanho de uma tela de celular.

Além de criar um novo tipo de memória de computador, a tecnologia pode levar a novos métodos de manipulação de objetos do tamanho de átomos, à gravação de imagens em resolução super alta e até mesmo no desenvolvimento de novos aceleradores de partículas.

O trabalho, que está sendo relacionado aos cristais de memória da série Super Homem, pode em breve chegar ao mercado. É que a universidade trabalha em parceria com a empresa lituana Altechna para comercializar a descoberta.

(Fonte: Info Exame)

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