Com erros de sempre, Campus 2012 valoriza empreendedorismo

A quinta edição nacional da Campus Party acabou, ontem, após a apresentação de seu último palestrante, Vince Gerardis, produtor da série “Game of Thrones”. Neste domingo, o cenário é composto por barracas sendo desmontadas e campuseiros aproveitando os últimos minutos para baixar ou subir arquivos  na veloz conexão de 20 Gbps oferecida pela organização.

Pela primeira vez, realizada no Pavilhão de Exposição do Anhembi, a edição da Campus Party somou alguns acertos e carregou alguns erros que já vinham de edições anteriores.

Em seu novo endereço, o evento praticamente dobrou de tamanho, o que proporcionou um melhor espaçamento entre os palcos. Com isso, o nível de interferência sonora entre um e outro também se reduziu. O ruído foi uma queixa recorrente em 2011, último ano da Campus na Centro Imigrantes, sua antiga casa em São Paulo.

Outro aspecto que parece estar mudando é a mentalidade do campuseiro, que cada vez mais vem à Campus Party atraído por possibilidades de negócios e networking do que apenas pela boa qualidade da banda larga oferecida. Prova disso é que os palcos sobre empreendedorismo e desenvolvimento, instalados no centro da arena, foram os mais frequentados durante os cinco dias de programação.

Ausência de grandes nomes – Acostumado a trazer grandes nomes do mundo da tecnologia, a edição 2012 do evento preferiu mudar o foco. Desta vez, apenas executivos de menor expressão – como o gerente de produtos da Rovio, Julien Fourgeaud, e o diretor da Wikimedia Commons, Kul Wadhwa – compareceram. Em contraposição, a edição 2011 teve como destaques o cofundador da Apple, Steve Wozniak e o ex-vice-presidente americano, Al Gore, por exemplo. Com isso, o palco principal também diminuiu de tamanho dentro do evento.

Empreendedorismo – Dois concursos de startups aconteceram este ano. Patrocinado pela Telefônica, o Wayra Costest escolheu, por meio da votação do público, um projeto nacional para participar da seletiva para a Wayra Week. A Wayra é reconhecida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) como a maior iniciativa de empreendedorismo tecnológico.

O vencedor, que ainda não teve o nome divulgado, viajará ao Vale do Silício para acompanhar a semana de inovação, com os custos pagos pela Telefônica, além de ter a oportunidade de exibir seu projeto.

Em seu estande no evento, o Sebrae também realizou uma espécie de reality show de inovação, com três empresas iniciantes expondo suas dinâmicas e sendo acompanhadas por consultores. A ideia é que os campuseiros pudessem aprender com as melhores práticas – e os erros – dessas startups.

Problemas com segurança – Reclamação recorrente dos campuseiros, os problemas de segurança se repetiram nesta edição da Campus Party. Na quinta-feira, um homem foi detido dentro da arena, sem credencial, acusado de roubar notebooks.

Na sexta-feira, o problema voltou a acontecer, desta vez na área de camping. Segundo os campuseiros, cinco barracas foram roubadas. Revoltados, eles trouxeram as barracas para a frente do palco principal, onde o gerente de produtos da Rovio, Julien Fourgeaud, se apresentava. O diretor-geral da Campus Party, Mario Teza, chegou a interromper a apresentação para pedir calma.

Ele afirmou que a segurança seria reforçada. “Mas vocês também são responsáveis pela nossa segurança”, pediu.

(Fonte: Info Exame)

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