Clay Shirky defende internet colaborativa

As possibilidades e efeitos da internet nos âmbitos sociais e econômicos e a defesa por uma rede mais colaborativa. Esses foram temas abordados hoje pelo pensador da revolução da web, Clay Shirky, em São Paulo.

O norte-americano, professor universitário e colaborador de veículos como o The New York Times, Wall Street Journal, Harvard Business Review, Wired e Business 2.0, é autor do livro “Cognitive Surplus: Creative and Generosity in a Connected Age” (em português, “A Cultura da Participação”), que trata das mudanças de hábitos da sociedade e das empresas perante os avanços tecnológicos.

Ele esteve presente nesta quarta-feira no seminário “A Sociedade em rede e a economia criativa”, realizado pela Vivo e produzido pela Mix Brand Experience.

“Temos excedente coletivo de tempo livre que poderia ser destinado a ações civis coletivas com inovações que não são tecnológicas, mas sociais num ambiente de mídia mais complexo e diversificado, onde o público interage e gera mensagens”, disse Shirky, durante o encontro.

Em outra fala, Shirky citou exemplos de mobilizações na Índia e no Quênia, que contaram com a ajuda da internet em manifestações contra problemas sociais, tais como violência e guerra civil. O guru também abordou o papel da internet na educação dos povos.

“A internet, por meio de um movimento colaborativo, pode melhorar a educação. Para tanto, é preciso haver uma mudança da sociedade. Precisamos trabalhar em grupo, em uma rede colaborativa. Estudantes podem se ajudar a aprender. Tem que abrir possibilidades de conexões tecnológicas. Mais da metade do planeta não está conectada”, alertou.

Questionado sobre o real papel das redes sociais, como Twitter e Facebook, Shirky disse que ao mesmo tempo que elas sejam usadas para compartilhamento de assuntos banais, também podem ser um meio de abordar questões mais sérias, gerando mobilização, inclusive.

“Redes sociais têm coisas bobas e coisas sérias. Pode ser usada para discutir sobre futebol, fazer piadas e tratar de temas divertidos, mas ao mesmo tempo podem causar uma revolução. É possível passarmos de discussões mais sérias para debates sobre coisas banais e vice-versa”, opinou.

Shirky também tratou sobre o uso das redes de relacionamento social por parte das empresas. “As empresas podem usar as redes sociais, como o Twitter, para interagir com os clientes. Não só para promover seus produtos. Um exemplo disso é a Best Buy, que usa a ferramenta para ajudar o consumidor quando ele tem alguma dificuldade ou encontra algum problema com algo que comprou. A rede social tem essa função colaborativa”, declarou.

(Fonte: Info Exame)

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