Avião ‘Solar Impulse’ movido a energia solar parte para voo intercontinental

O avião experimental ‘Solar Impulse’ decola da Base Aérea de Payerne, na Suíça, com destino a Rabat, no Marrocos, em seu primeiro voo intercontinental. A bordo está o piloto Andre Borschberg. O protótipo que não usa gasolina como combustível e é alimentado por energia solar através 12 mil células fotovoltaicas nas asas, fará uma escala em Madrid, na Espanha. A aeronave vem sendo preparada para dar uma volta no mundo.

Solar Impulse – é projeto de avião solar de longo alcance atualmente estudado na Escola Politécnica Federal de Lausana, a EPFL. O projeto é promovido por Bertrand Piccard, e visa uma volta ao mundo utilizando-se somente energia solar.

A aeronave deverá ter somente um lugar, ser capaz de navegar autonomamente, de modo a manter o navegante a bordo durante dias. Se a eficiência das baterias tornar possível reduzir o peso, poderá ser criado um modelo de dois lugares, para tornar a façanha volta ao mundo menos difícil.

Aerodinâmica

A envergadura do Solar Impulse será de 80 metros, ligeiramente maior do que a envergadura de um Airbus A380, a fim de minimizar o a quantidade de energia necessária para mantê-lo no ar, e oferecerá uma superfície máxima para as células solares. Essa característica, que proporciona um auto-sustentação de 8 kg/m², cria uma sensibilidade maior a turbulências. Com o peso de um automóvel a estrutura ultra-leve é construída com fibra de carbono.

Estrutura

Enquanto tradicionalmente se tem uma densidade de área na ordem dos 10 kg/m², no projeto Solar Impulse deverá ser obtido algo na ordem de 0.5 kg/m². Estes materiais podem também ter funcionalidade integrada, sensores interpretados de maneira automática, controle ativo, etc.

Uma camada de células solares ultra-finas será integrada à asa. Estas células são projetadas de modo a serem flexíveis o suficiente para resistir a deformações e vibrações.

Energia

Células fotovoltaicas gerarão eletricidade durante o dia, que servirá tanto para propulsionar o avião, como para recarregar baterias que possibilitarão o vôo noturno. A energia acumulada durante o dia será armazenadas em baterias de lítium localizadas dentro das asas; a densidade de cada uma delas deverá ser algo próximo de 200 Wh/kg, e elas deverão suportar que a temperatura varie entre +80 C e –60 C.

Propulsão

A média da força fornecida aos motores será da ordem de 12 hp.

Cockpit

O cockpit proporcionará pressurização, oxigênio e várias características ambientais que permitirão ao piloto uma altitude de cruzeiro de 12,000 metros.

(Fonte: G1 e Wikipedia)

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